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MAAVIM avança com processo-crime contra o Estado por falhas

O Movimento Associativo de Apoio às Vítimas de Midões (MAAVIM) vai avançar com um processo-crime por alegadas falhas do Estado na propagação do incêndio de 15 de outubro de 2017 e na ajuda às populações.


A MAAVIM está a instruir um processo para defesa de todos os lesados, contra a negligência do Estado e de quem falhou nos apoios às vítimas", disse hoje à agência Lusa o porta-voz do movimento.

Está em causa, segundo Nuno Tavares Pereira, o facto de "terem faltado as ajudas do Estado" e de os seus representantes "não terem atuado como deviam" para evitar e minimizar as consequências da tragédia.


"Exigimos que sejam identificados os culpados pela catástrofe ocorrida e que sejam responsabilizados", defende.


Nos cerca de 30 municípios atingidos pelo grande incêndio, que eclodiu junto a Vilarinho, concelho da Lousã na madrugada de 15 de outubro de 2017, estão ainda "mais de mil pessoas sem habitação", incluindo idosos, crianças e "cidadãos estrangeiros que residem há vários anos" em Portugal e que "estão abandonados" pelos poderes públicos, critica o movimento.


"Muitas famílias vivem ainda no dia de hoje em rulotes, tendas, garagens, casas emprestadas, casas improvisadas, sem qualquer esperança de virem a ter o seu lar", salienta.


Alguns lesados já morreram sem "terem a sua habitação" e "infelizmente outros casos poderão acontecer, tendo em conta que muitos processos ainda não saíram da secretária".


"Existem muitos danos psicológicos na população afetada, por terem ficado ao abandono e sem nada", lamenta a organização.

Além dos elevados prejuízos materiais, ambientais e na economia, os fogos que lavraram na região Centro nos dias 15 e 16 de outubro de 2017 causaram a morte de 50 pessoas.


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